Antonio Rodrigues Belon


15/07/2018


Um dia chorei na barriga de um avião. Decolava do aeroporto de Buenos Aires – o Aeroporto Internacional de Buenos Aires-Ezeiza. Voltava cheio de saudades e encantos.

Minha mãe, já falecida, era argentina. Fiz uma associação emocional – não chore por mim argentina, a minha mãe. Não chore por mim Argentina, essa terra um pouco minha. E inteiramente minha pela sua classe trabalhadora e pelos meus irmãos trotskistas. Do ventre de minha mãe, Josefa Rodrigues Belon, ao ventre daquela aeronave, atmosfera argêntea.

Estas imagens me vieram à cabeça ouvindo uma cantora no programa do Faustão – coisa incrível.

Disse pra Cidinha:

- estou familiarizado com interpretações em mais acordo com minhas preferências.

A argentina não chora mais por mim; a Argentina nem sabe de mim; eu choro, mas também me entrego, de corpo e ser, a uma luta encarniçada pela revolução.

O fluir das canções é parte desta transição.  

 

https://www.youtube.com/watch?v=NgM3fK5XwyM

Escrito por Belon às 21h07
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